terça-feira, 27/10/2026

Microsoft propõe plano de demissão voluntária para 60 mil colaboradores em quatro nações

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (26) um novo plano de demissão voluntária que abrange aproximadamente 60 mil funcionários em diferentes países, incluindo os Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido. A decisão vem em…

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A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (26) um novo plano de demissão voluntária que abrange aproximadamente 60 mil funcionários em diferentes países, incluindo os Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido. A decisão vem em um momento em que a empresa busca ajustar seu quadro de pessoal às novas demandas do mercado, conforme comunicado da diretora de recursos humanos, Amy Coleman.

Este novo plano é uma extensão da primeira proposta apresentada em abril, que envolveu cerca de 8.750 colaboradores nos Estados Unidos. Desta vez, a oferta se destina a funcionários até o nível de vice-presidente, com exceção de certas áreas, como centros de dados, vendas e marketing. Os que optarem por deixar a companhia receberão pacotes semelhantes aos de uma rescisão convencional.

Com um total de 223 mil empregados no final de junho, a Microsoft já havia reduzido seu quadro de pessoal em 4.800 postos de trabalho no início de julho, um movimento que representou 2,1% de sua força global, seguindo uma onda de demissões que totalizou mais de 15 mil funcionários ao longo de 2025. A empresa observou que a adesão ao novo plano deve ser significativamente menor que a do primeiro, que resultou na saída de cerca de um terço dos funcionários elegíveis, muitos dos quais se enquadravam em uma categoria que somava idade e tempo de serviço equivalente a 70 anos.

Embora a Microsoft tenha enfrentado cortes, a empresa também tem investido pesadamente em inovações tecnológicas, destinando US$ 41 bilhões a investimentos entre abril e junho, focando principalmente em centros de dados e recursos necessários para inteligência artificial. Para o próximo período, a expectativa é que esse investimento ultrapasse a marca de US$ 50 bilhões.

A companhia, que se prepara para divulgar seus resultados financeiros referentes ao trimestre de julho a setembro, continua a navegar entre a reestruturação de sua força de trabalho e o avanço de suas iniciativas em tecnologia, um equilíbrio que se mostra cada vez mais desafiador em um cenário econômico em constante mudança.

Crédito da imagem: Por que Trump quer mudar o nome da IA?