terça-feira, 20/10/2026

China solicita que EUA levantem restrições ao DeepSeek após proibição em agências federais

A recente ordem do governo dos Estados Unidos, que proíbe o uso do modelo de inteligência artificial chinês DeepSeek nas agências federais, gerou uma reação contundente de Pequim. O Ministério do Comércio da China,…

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A recente ordem do governo dos Estados Unidos, que proíbe o uso do modelo de inteligência artificial chinês DeepSeek nas agências federais, gerou uma reação contundente de Pequim. O Ministério do Comércio da China, em uma declaração feita nesta terça-feira (20), criticou a decisão, alegando que ela não apenas prejudica os interesses das empresas chinesas, mas também ignora os compromissos estabelecidos entre os líderes dos dois países.

Com a determinação, o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) ordenou a remoção do DeepSeek e de quaisquer serviços que dependam deste modelo, citando preocupações sobre possíveis vazamentos de dados confidenciais para a China. A alegação é de que a utilização desse tipo de tecnologia poderia expor informações sensíveis, colocando em risco a segurança nacional americana.

Em contraposição, o ministério chinês manifestou sua insatisfação, exigindo que os EUA revoguem as “práticas incorretas” e as medidas discriminatórias. Pequim ressaltou que está atenta aos desdobramentos e que tomará ações necessárias para proteger seus interesses, pedindo uma colaboração mais próxima com os Estados Unidos no campo da inteligência artificial.

Além disso, a China também se opôs a sanções impostas recentemente por Washington a cinco entidades chinesas, acusadas de roubo de segredos comerciais relacionados à IA. Entre as empresas afetadas está a Shanghai Zhisuan Technology, que foi fundada por um ex-engenheiro do Google, Linwei Ding, o qual já foi condenado por roubo de informações, embora parte de sua sentença tenha sido revertida.

O ministério chinês criticou os EUA por “exagerarem” a questão do roubo de segredos comerciais e por promoverem uma imagem negativa das empresas chinesas. Essa situação ilustra um crescente embate entre as duas potências sobre o uso e a regulamentação da inteligência artificial, que, embora promissora, também levanta questões sérias de segurança e ética no cenário global.