A Meta, empresa controladora de plataformas como Facebook e Instagram, se vê no centro de uma polêmica legal na Austrália, onde uma ação coletiva foi proposta por um escritório de advocacia que a acusa de expor crianças a conteúdos prejudiciais. O processo, apresentado no Tribunal Federal da Austrália, marca um passo significativo na responsabilização de redes sociais por danos causados a jovens usuários.
O movimento conta com o apoio de oito autores que alegam ter sofrido prejuízos enquanto eram menores de 18 anos, e busca reparação financeira por meio da Justiça. Em defesa, um porta-voz da Meta declarou que a empresa está ciente das alegações e se preparará para uma defesa robusta.
Este caso surge em um contexto de crescente pressão regulatória na Austrália, onde as autoridades têm se mobilizado para aumentar a proteção de crianças nas redes sociais. Recentemente, o país implementou uma legislação que proíbe o uso de plataformas digitais por menores de 16 anos e está avaliando novas regras que poderiam oferecer aos usuários a opção de desativar conteúdos recomendados pelos algoritmos. Para se adequar a essa nova realidade, a Meta já começou a remover contas de usuários com menos de 16 anos.
Essa ação não é um caso isolado. Em agosto, a Meta aceitou pagar uma quantia considerável de US$ 18 bilhões para encerrar uma série de acusações nos Estados Unidos, que apontavam que suas plataformas foram projetadas para viciar crianças. A nova ação australiana pode representar um marco importante na forma como as redes sociais serão reguladas no país, refletindo uma mudança global na abordagem em relação à proteção de menores na internet.
Crédito da imagem: Facebook e Instagram


