quinta-feira, 22/10/2026

Meta enfrenta críticas por falhas na moderação de conteúdo relacionado a eleições, segundo seu conselho.

O Conselho de Supervisão da Meta, que inclui plataformas como Facebook e Instagram, emitiu um alerta sobre as falhas persistentes da empresa em manter a integridade eleitoral. O órgão destacou a necessidade de maior…

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O Conselho de Supervisão da Meta, que inclui plataformas como Facebook e Instagram, emitiu um alerta sobre as falhas persistentes da empresa em manter a integridade eleitoral. O órgão destacou a necessidade de maior transparência nas regras de moderação de conteúdo, especialmente durante períodos eleitorais, onde a aplicação inadequada dessas normas pode comprometer a participação política e a equidade entre os candidatos.

Em um comunicado publicado nesta terça-feira (20), o Conselho mencionou problemas técnicos que afetaram contas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus apoiadores, levantando preocupações sobre interferência nas eleições. A Meta, que mantém o Oversight Board como um mecanismo para revisão de conteúdo, também foi criticada por ações que levaram à remoção de contas de ativistas políticos durante protestos nos Estados Unidos.

As falhas na moderação podem ocorrer tanto pela aplicação excessivamente rigorosa das regras, que pode silenciar vozes políticas, quanto pela aplicação insuficiente, que destrói a integridade do processo eleitoral. O Conselho cobrou da Meta a criação de critérios mensuráveis para avaliar a eficácia de suas ações, uma solicitação que já havia sido feita após as eleições presidenciais de 2022 no Brasil.

No mesmo dia em que o Conselho divulgou seu comunicado, a Meta enviou uma resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmando que adotou medidas para assegurar a igualdade na veiculação de conteúdos políticos durante o segundo turno das eleições. A empresa alegou que não houve negligência, mas reconheceu a possibilidade de erros, como o bloqueio indevido de anúncios, e se comprometeu a trabalhar em conjunto com o TSE para corrigir esses problemas.

A tensão em torno da moderação de conteúdo se intensificou após denúncias de campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro, que afirmaram ter sido prejudicadas pela plataforma. O TSE já havia determinado que a Meta não interferisse na distribuição de conteúdo político, um pedido originado pela campanha de Lula, que apontou falhas constantes na distribuição de suas postagens.

Embora o Conselho de Supervisão não tenha confirmado interferência eleitoral no Brasil, sua declaração ressaltou que as restrições técnicas impostas a contas de candidatos requerem uma revisão mais profunda dos procedimentos da Meta. O órgão alertou que a remoção indevida de manifestações políticas antes das eleições pode desencorajar a participação dos eleitores e prejudicar o processo democrático.

A Meta já se comprometeu a melhorar suas práticas de moderação até 2025, mas o recente histórico sugere que ainda há um longo caminho a percorrer. As regras estabelecidas pelo TSE, que proíbem a redução de distribuição de conteúdos políticos sem critérios claros, ressaltam a necessidade de um equilíbrio na moderação que não favoreça nem prejudique candidatos.

Crédito da imagem: Manifestação em frente à sede da Meta em SP