Um vídeo que circula nas redes sociais está gerando confusão entre os eleitores. Nele, uma mulher sugere que assinar o caderno de votação é uma forma eficaz de garantir a comprovação do voto e evitar fraudes nas urnas. No entanto, essa informação é #FAKE.
O vídeo, que ganhou destaque na última sexta-feira (26) em plataformas como Instagram e Facebook, apresenta a mulher fazendo um apelo para que os eleitores assinem o caderno ao receber o comprovante de votação. Ela argumenta que, sem essa assinatura, será difícil provar qualquer tipo de fraude nas urnas. Este tipo de orientação, porém, não corresponde à realidade dos procedimentos eleitorais.
Em resposta a essa desinformação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou uma nota esclarecedora no último domingo (25). De acordo com o TSE, a assinatura no caderno de votação não é uma prova válida para futuras auditorias, já que o que realmente importa é o voto digitado e confirmado na urna. A nota ainda destaca que, para eleitores que utilizam a biometria, a assinatura é dispensável, pois a impressão digital já comprova a presença do eleitor na seção eleitoral.
O TSE também alertou que assinar o caderno pode atrasar o processo eleitoral. Em casos em que a biometria não é reconhecida após quatro tentativas, o eleitor deve assinar o caderno, mas essa é uma situação específica e não a regra geral.
Para garantir a transparência e a veracidade dos resultados, os votos podem ser conferidos através do Boletim de Urna (BU), um documento impresso ao final da votação que contém a totalização dos votos e está disponível na internet. Esse sistema de verificação permite que os dados divulgados pelo TSE sejam comparados aos registros das urnas, assegurando a integridade do processo eleitoral.


